sábado, 2 de fevereiro de 2013

Um Nanomaterial que pode parar Balas

Um Nanomaterial que pode parar Balas


Coletes de segurança à prova de balas são geralmente feitos com placas cerâmicas ou metálicas grossas. Apesar de úteis, eles funcionam de uma maneira bastante rústica, basicamente como as armaduras de ferro usadas por cavaleiros medievais: são rígidos o suficiente para que uma bala ou outra arma não penetre seu usuário, e sim seja desviada.
O problema com esse colete é que ele nem sempre é confortável, e pode ser deformado ou até mesmo falhar. Por isso, há anos pesquisadores estudam outras formas de se criar materiais de segurança, que funcionem de maneira mais eficiente. 
Agora, cientistas da Universidade Rice (EUA) e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (na sigla em inglês, MIT, também nos EUA) descobriram uma tecnologia que poderia parar uma bala de 9 mm, selando sua entrada, um avanço que pode ter enormes implicações para a proteção balística.
O objetivo da equipe era procurar materiais “mais impermeáveis à deformação ou fracasso”. O resultado final seria um colete melhor, mais forte e mais leve para soldados e policiais, além de melhor proteção para materiais sensíveis sujeitos a objetos em movimento rápido, como aviões, trajes espaciais e satélites.
Os pesquisadores analisaram um material de poliuretano complexo que, em testes de laboratório, foi capaz de parar uma bala de 9 mm. Quando penetrado por um pequeno projétil a uma velocidade elevada, não só o material fundido parou o objeto como selou o buraco que ele havia feito. “Não há lesões macroscópicas, o que significa que o material não falhou, nem rachou”, disse o pesquisador Ned Thomas.
As camadas de um nanômetro de espessura do material mostraram que ele tem a capacidade de se deformar sem quebrar. Essencialmente, qualquer coisa disparada ao material não resultaria em nenhum estilhaço, o que significa que, se for implementado no vidro, por exemplo, o impacto de balas não o quebrariam ou rachariam, mas sim derreteriam em torno da bala causando apenas ligeira deformação do vidro. 
“[As camadas] contam a história da evolução da penetração do projétil e nos ajudam a compreender quais os mecanismos que, em nanoescala, podem ocorrer para termos tal material de proteção leve e de alto desempenho”, explica.
Ao estudar múltiplos impactos, a equipe descobriu que o material é 30% mais resistente a impactos e colisões frontais do que laterais, o que poderia mudar a forma como os materiais de proteção atuais são feitos.
A pesquisa e os experimentos com o novo material ainda estão nos estágios iniciais, então não há previsão para um produto chegar ao mercado.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Nave Hipersônica dos E.U.A – Falcon HTV

A Nave Hipersônica dos E.U.A – Falcon HTV
 

 
“Um F-35 vai de Londres a Roma em 55 Minutos. O Falcon HTV pode ir de Londres até Sidney em 50 minutos”
Vamos mencionar alguns números. Mach 1 (A velocidade do som em condições padrão no nível do mar) equivale a 1.225 KM/H.
Portanto mach 1,6 (Velocidade máxima do avançadíssimo caça de guerra F-35 Lighting II) é cerca de 1.930 KM/H, uma velocidade que levaria você de Londres a Roma em 55 minutos. Parece bastante rápido, não acha? Especialmente se considerarmos que um avião de passageiros comum precisa de quase 3 vezes mais tempo para fazer a mesma viagem.
Bem, isso não é nem um pouco rápido comparado com o Falcon HTV nessa pequena competição, já que sua presença faz tanto o F-35 quanto o avião de passageiros parecerem o avião dos irmão wright em seu primeiro voo atrapalhado.
O veiculo de teste Falcon HTV foi projetado para viajar a velocidades de mach 20 para cima.
Sendo que mach 20 equivale a cerca de 20.900 KM/H. Isso mesmo, Vinte mil e novecentos quilômetros por hora. Claro, é um veiculo não tripulado, se fosse tripulado, o tripulante teria virado Geleia a mais ou menos 8 mil KM/H.
Tudo isso é cortesia de um programa dedicado ao avanço do entendimento e do conhecimento critico da humanidade sobre as tecnologias necessárias para criar um veiculo que seja capaz de suportar um voo hipersónico. Infelizmente toda essa cortesia foi derretida em pleno voo.
Na descida o HTV teve de suportar temperaturas de 2 mil graus, e forças G que não puderam ser medidas por mal funcionamento.